sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Lixo extraordinário


Sinopse:


Filmado ao longo de dois anos (agosto de 2007 a maio de 2009), "Lixo Extraordinário" acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. No entanto, o trabalho com esses personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugeridos a reimaginar suas vidas fora daquele ambiente. A equipe tem acesso a todo o processo e, no final, revela o poder transformador da arte e da alquimia do espírito humano.


Assista o trailler do documentário:
"Lixo Extraordinário"


Mais informações: http://www.lixoextraordinario.net/


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"Lixo extraordinário" disputa o Oscar com os documentários
"Exit through the gift shop", do artista plástico Banksy; "GasLand", de Josh Fox;
"Trabalho interno", de Charles Ferguson; e "Restrepo", de Tim Hetherington e Sebastian Junger.
A cerimônia de entrega será realizada dia 27 de fevereiro no Teatro Kodak, em Los Angeles.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Aterro Sanitário


          Sabe o que eu acho? Acho que deveriamos ser como os jovens de antigamente, que quando realmente queriam algo saiam as ruas e exigiam seus direitos. A democracia, realmente existe? O que te fez votar em seu candidato na última eleição está mesmo sendo cumprido? Não, não e não! Na última eleição nos foi prometido um encaminhamento correto dos resíduos pelo atual prefeito da cidade e até hoje está acontecendo? Veja bem você que entre os meses de maio e junho do ano passado estive com a minha turma de faculdade no Lixão de Passo Fundo. Naquela época as visitas eram proibidas pela prefeitura, não podiamos nem fotografar aquilo que nossos olhos viam e teimavam em acreditar no que estava a nossa frente, porque? Porque era extremamente indignante ver aquilo, pessoas se encontravam em condições sub humanas. Uma montueira de lixo absurdo, pessoas morando em cima das células de lixo desativadas, locais em que não a muito tempo atrás se era depositado todo o tipo de lixo (inclusive hospitalar segundo informações de um trabalhador)... E agora a dois dias esse assunto voltou a tona na imprensa e de repente, algumas pessoas além de quem já sabia do problema, se deram conta de que não dá mais para continuar assim.
           Alguns dias atrás escutei de uma pessoa da prefeitura que haviam pessoas reciclando o lixo que chegava ao aterro e que estava se levantando a idéia de trazer uma empresa que transformaria os resíduos em energia para o municipio, mas o que eu vi pelas imagens veiculadas pela imprensa, foi o mesmo descaso que eu vi pessoalmente no dia em que fui até lá! E dai? O que será feito? Uma nova leva de conselheiros tutelares foi eleita no dia 13 de fevereiro deste ano, será que mostrarão serviço garantindo os mínimos direitos humanos as crianças que se encontravam trabalhando no aterro? Ou é melhor deixar esses menores que precisam buscar recursos para a própria alimentação ou alimentação de sua família  trabalhando sem as minimas condições nesse local, ao invez de permitir que busquem trabalhos dignos, com condições de realmente se sentirem SERES HUMANOS?

Aterro!? Lixão!? Vergonha!

A Fepam indeferiu o licenciamento da nova célula que seria construída no aterro sanitário municipal. O atual lixão deverá ter suas atividades encerradas em 2011

Fonte O Nacional

Acesse http://www.onacional.com.br/noticias/cidade/13366

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Reciclagem ajuda o meio ambiente?

Segue link do artigo "Reciclagem ajuda o meio ambiente?" de Germano Woehl Jr, doutor em física pela UNICAMP, Pesquisador Titular do Instituto de Estudos Avançados em São José dos Campos (SP) e dedicado à defesa da Mata Atlântica através do Instituto Rã-Bugio.


Artigo - Reciclagem ajuda o meio ambiente?


O artigo é muito interessante, relaciona a produção das latas de alumínio dos tempos atuais com artefatos (pontas-de-flechas) produzidos por civilizações antigas.
Serve para repensarmos as formas de encaminhamento dos resíduos e as nossas atitudes e posturas das empresas em relação a produção destes materiais.

Boa leitura!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Bicho


O Bicho
(Manuel Bandeira)


Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.


Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.



O bicho não era um cão,



Não era um gato,



Não era um rato.



O bicho, meu Deus, era um homem.


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Lembro que quando li pela primeira vez esta poesia de Manuel Bandeira estava no ensino fundamental e ela me marcou muito, pois como morava no interior, eu nunca tinha visto e nem sequer ouvido falar de pessoas que se alimentavam de lixo.
Hoje, isto virou algo comum nos grandes centros urbanos.
Parece que nos 'acostumamos' a ver nossos irmãos nestas condições e acabamos pensando que isto tudo é normal, que é natural uns terem mais e outros menos e que não é um problema nosso.
Estamos nos tornando mais duros de coração?
Não será isto tudo um reflexo do nosso modo de vida?
Porque ninguém reclama e briga por um modelo de desenvolvimento mais justo e menos excludente?



"E a situação sempre mais ou menos.
Sempre uns com mais e outros com menos."
(Chico Science)

Sobre o Tempo e as Jabuticabas


Bom dia galera, quero compartilhar com vocês esta mensagem que pro. Beth socializou conosco por julgar importante e eu também acredito ser relevante e verdadeira.

Eu que daqui há dez dias vou colher mais uma jabuticaba no jardim da existência... Que profundo! Estou filosófica hoje, é que a cada dia recebemos este maravilhoso presente. Obrigada senhor, por mais um dia de vida!

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas: as primeiras ele chupou displicente, mas, percebendo que faltam poucas, rói as sementes.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades... Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos".

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente mais humana e racional. Gente que saiba rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, tapinhas nas costas, risinhos falsos... Gente que não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e honra, de fato, a sua.

Gente que deseja a serenidade das coisas simples: uma boa música, cerveja gelada, o sossego de um lar vazio do supérfluo e cheio de amor e paz! Gente que cuida e preocupa-se com o seu próprio nariz... Quero caminhar perto de pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente, sem fraudes. Já não tenho tempo para perder com pessoas que ainda não acordaram para a vida. Só o essencial faz a vida valer a pena. Basta-me o essencial!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Silvestre não é pet!





"Silvestre Não é Pet!" é um documentário inédito, gravado no Brasil, discute a questão da posse de animais silvestres em áreas urbanas e no convívio com pessoas. Seja por modismo ou por uma forma de excentricidade, o número de animais silvestres no meio urbano brasileiro vem crescendo. Todos os anos, milhares de animais silvestres são comercializados, de forma legal ou ilegal. Em cativeiro, sofrem por não terem suas necessidades naturais atendidas. Muitos dos que sobrevivem são negligenciados, maltratados e até abandonados.


Com a apresentação de Fúlvio Stefanini, o "SILVESTRE NÃO É PET!" é narrado sob o ponto de vista da vida dos animais e explica que cada espécie tem um papel a cumprir em seu habitat. Não só isso, mas sofreu milhares de anos de evolução para se adaptar a ele e fazer sentido naquele contexto. No convívio com pessoas, são comuns os casos de mutilações, doenças físicas e psicológicas, fatores que os condenam ao eterno confinamento, sem chance de reintegração à natureza. Dessa forma, perdem sua função biológica, o que compromete a própria sobrevivência das espécies, a biodiversidade e o futuro do planeta.


O documentário questiona se temos o direito de manter animais silvestres como animais de estimação (pet) em pleno século XXI e assim provocar danos ao próprio animal e à natureza. E faz um alerta de que o conhecimento é a chave para escolhas e atitudes compatíveis com o nosso tempo.


A produção, que conta com depoimentos de fiscais do IBAMA, da Polícia Federal, além de cientistas, professores e protetores que acolhem em seus santuários, é uma realização da SOZED-SP -- Sociedade Zoófila Educativa de São Paulo, e o patrocínio é da WSPA -- Sociedade Mundial de Proteção Animal.

Assista no Youtube (é só clicar nos links abaixo):
Parte 1
Parte 2
Parte 3